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Dicas para Leitura

SETEMBRO/2017

Áreas Urbanizadas do Brasil 2015, projeto do IBGE em sua segunda edição, retorna mais moderno e alinhado às necessidades dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Tem por objetivo fornecer um panorama das áreas urbanizadas do país a partir de uma base consolidada e, dessa forma, colaborar com pesquisas que abordem a forma urbana e suas diferenciações regionais, a influência de aspectos geográficos na conformação das áreas urbanizadas, a identificação de tendências e potenciais vetores de expansão das cidades, além de auxiliar a elaboração de políticas públicas e investimentos.

FINANÇAS

Fundos Governamentais

 

DEDA, Carin Caroline; KAUCHAKJE, Samira. Sistema político multinível no Brasil: uma análise da relação entre transferências intergovernamentais e redução das desigualdades territoriais no Estado do Paraná. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, Recife, v. 19, n. 3, p. 530-553, set./dez. 2017. Disponível em:<http://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/5453/pdf>

O objetivo do artigo é analisar os efeitos na taxa de crescimento do desenvolvimento dos municípios paranaenses exercidos pelo grau de dependência das transferências intergovernamentais, representadas sobretudo, pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM), bem como pelas despesas de investimento. Para tanto, adotou como amostra 349 municípios no período de 2002 a 2013. Os resultados indicam uma relação positiva entre o grau de dependência dos orçamentos dos governos locais quanto ao FPM e à taxa de crescimento do índice de desenvolvimento, ou seja, o aumento da dependência das transferências estimula a evolução do desenvolvimento dos municípios paranaenses. Por fim, o artigo ratifica a importância da aplicação de mecanismos de coordenação das ações entre os diversos níveis de governo para a efetiva viabilização do processo de redução das desigualdades intermunicipais.

GESTÃO DO CONHECIMENTO

Conceitos e Metodologia

AGUNE, Roberto; CARLOS, José Antônio. Radar da inovação: o que os governos precisam enxergar. Estudos Avançados, São Paulo, v. 31, n. 90, p. 143-157, 2017. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/eav/article/view/137890/133476>

Os governos, tal como muitas das grandes organizações, ainda funcionam dentro de uma modelagem desenvolvida há mais de cem anos, que tem como marcas centrais a hierarquia, a centralização e a especialização. Essa engrenagem que permitiu avanços notáveis na produtividade do trabalho manual ao longo do século XX vai progressivamente perdendo sua efetividade ao se defrontar com uma economia globalizada e sofisticada, centrada no conhecimento e no uso criativo de novas tecnologias e materiais e com uma sociedade articulada em rede, plural e reivindicativa. O texto busca detalhar os principais pontos de estrangulamento que impedem o setor público de dar respostas efetivas para problemas complexos e apontar as mudanças necessárias para que a inovação seja captada pelos radares dos governos, direcionados para uma sociedade que não existe mais.

 

Redes de Colaboração/ Portais Corporativos

FERREIRA, Liliane Juvência Azevedo; ALVARES, Lilian Maria Araújo de Rezende; MARTINS, Dalton Lopes. A gestão do conhecimento e a análise de redes sociais: um estudo aplicado no sistema de bibliotecas da Universidade Federal de Goiás. Inf. & Soc.: Est., João Pessoa, v. 27, n. 2, p. 145-168, maio/ago. 2017. Disponível em: <http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/30720/pdf_1>

A crescente importância atribuída à informação e ao conhecimento tem levado às organizações a busca por adequações tecnológicas e recursos humanos qualificados, devido ao contínuo desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação. A Gestão do Conhecimento como prática de disseminação de conhecimento implícito em organizações tem sido uma alternativa interessante para a administração organizacional. E as redes de conhecimento, elo sistemático constituído por especialistas dentro de uma organização, têm o propósito de criar, gerar e disseminar conhecimento a favor do desenvolvimento institucional. Para tanto, esta pesquisa visa analisar como as redes de conhecimento se configuram em instituições públicas, tomando como campo empírico o sistema de bibliotecas de uma universidade federal. As etapas constituíram em: identificação dos atores do conhecimento do SiBi/UFG; exame do fluxo de conhecimento; e, por fim, análise da configuração dos relacionamentos.

INFORMAÇÃO

Biblioteconomia/ Documentação/ Arquivística

SANTOS, João Carlos Gardini; FERNANDÉZ MOLINA, Juan Carlos; GUIMARÃES, José Augusto Chaves. Direito de acesso à informação: uma análise a partir das realidades espanhola e brasileira. Inf. & Soc.: Est., João Pessoa, v. 27, n. 2, p. 49-62, maio/ago. 2017. Disponível em: <http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/31196/pdf>.

A questão do acesso à informação vem impactando significativamente a Ciência da Informação, em especial nos arquivos, como forma de garantia da cidadania. No caso do Brasil e da Espanha, países com larga tradição de colaboração e diálogo no tema, tem-se leis que garantem o direito de acesso à informação pública, ainda que se verifiquem divergências quanto a sua natureza jurídica. Desse modo, objetivou-se identificar e analisar comparativamente como essa questão é tratada na legislação e na doutrina jurídica desses países. Os resultados revelaram que a legislação brasileira é mais específica e detalhada que a espanhola nas questões conceituais (definição, objeto e procedimentos) e a questão dos limites é mais ampla na Espanha, com menção ao meio ambiente. Essa questão está mais formalizada na Espanha, com o Consejo de Transparencia y Buen Gobierno, ao passo que no Brasil cabe à Controladoria Geral da União, em âmbito federal, e genericamente à “autoridade de fiscalização e monitoramento”, em outros âmbitos.

 

Normas Técnicas

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 37120 2017:  desenvolvimento sustentável de comunidades - indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida. 1. ed. Rio de Janeiro: ABNT, jan. 2017. 87 p.

A norma define e estabelece metodologias para um conjunto de indicadores com a finalidade de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida. É aplicável a qualquer cidade, municipalidade ou governo local que se proponha a medir seu desempenho de forma comparativa independente do tamanho e da localização.

 

 

REGIÕES/ REGIONALIZAÇÃO/ METROPOLIZAÇÃO

Planejamento /Desenvolvimento Rregional (Urbano/ Rural)

LIMA, Raphael Camargo; CURADO, Maurício Pinheiro Fleury. Texto para discussão 2326: O futuro do Estado no Brasil e seus impactos na sociedade - questões para o desenvolvimento até 2035. Rio de Janeiro: Ipea, ago. 2017. 72 p. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=30864:td-2326-o-futuro-do-estado-no-brasil-e-seus-impactos-na-sociedade-questoes-para-o-desenvolvimento-ate-2035&catid=397:2017&directory=1>

No Brasil, tem havido grandes dificuldades em realizar um planejamento que ultrapasse o período de quatro anos dos planos plurianuais. Por isso, o debate sobre planejamento de longo prazo detém pouco espaço na agenda política e do Estado. O texto pretende iniciar um novo ciclo de debates sobre a temática, apresentando questões e fatores que subsidiem estratégias de longo prazo. A partir das ferramentas metodológicas da prospectiva estratégica, o objetivo do trabalho é debater a metodologia utilizada e expor tendências e incertezas para as relações entre o Estado e a sociedade, contemplando temáticas como a organização do aparelho estatal, o planejamento governamental, as relações federativas e a participação social.

SANEAMENTO AMBIENTAL

Pesquisas/ Estudos

REVISTA DAE. São Paulo, v. 65, n. 208, out. 2017. Edição especial comemorativa 29º Congresso ABES/ Fenasan. Disponível em: <http://revistadae.com.br/downloads/edicoes/Revista-DAE-208.pdf>.

A edição extra comemorativa apresenta artigos que tratam de ferramentas computacionais na análise de bacias; avaliação de ciclo de vida no tratamento de esgotos; utilização de softwares na avaliação de perdas e indicadores de desempenho de abastecimento de água; tecnologias de tratamento de água, esgoto e de lixiviados de aterro sanitário, entre outros.

TRANSPORTES

Ferroviário/ Metroviário

GONÇALVES, José Manoel Ferreira. História das ferrovias do Brasil: Madeira-Mamoré. Curitiba: Sendas Edições, 2017. 94 p.

O autor narra o desafio da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, também conhecida como "Estrada da Morte" ou "Ferrovia do Diabo". Esses cognomes revelam a aventura e o perigo enfrentados pelos trabalhadores como as doenças tropicais, os ataques de índios e animais selvagens, acidentes e desaparecimentos que resultaram em mais de 5 mil óbitos.

 

Mobilidade Urbana

SACCO, Fernando; LIMA, Daniela.  Os rumos da mobilidade. Problemas Brasileiros, São Paulo, n. 442, p. 15-17, out./nov. 2017. (Especial O Brasil visto de fora). Disponível em: <http://www.fecomercio.com.br/institucional/biblioteca/revista-problemas-brasileiros>.  

Segundo a consultoria McKinsey, as tendências para o futuro da mobilidade indicam maior gama de serviços, porém, com o transporte operando em conjunto com o setor privado. Com isso, o sistema sob demanda e conectado com bases de dados (tais como os aplicativos de transporte) tende a aumentar a eficácia. De acordo com o estudo, o carro particular também deve perder espaço paulatinamente para o veículo compartilhado, sendo o custo o motivo para tal redução.

URBANISMO

Urbanização/ Gestão/ Rede Urbana

CYMBALISTA, Renato; PAULICS, Veronika (Org.). Desafíos de la construcción democratica en Brasil: el derecho a la ciudad. São Paulo: Instituto Pólis; Fundação Ford. 2008, 217 p. Disponível em: <http://polis.org.br/publicacoes/desafios-de-la-construccion-democratica-en-brasil-nuevos-temas/>.

Em capítulos assinados por diversos autores como Raquel Rolnik, Renato Cymbalista, Kazuo Nakano, Dirce Koga e outros, a obra aborda diversas questões sobre direitos sociais. Avalia que o futuro da humanidade será cada vez mais urbano, o que representa desafios específicos. Ao mesmo tempo em que concentram a pobreza e a miséria da nossa sociedade - milhões de pessoas vivendo em favelas, em assentamentos subnormais e nas ruas -  centralizam investimentos em infraestrutura, em qualidade de vida, em comércio e serviços especializados, em oferta de serviços públicos de ponta como universidades, hospitais, dentre outros.

 

Sociologia Urbana/ Antropologia Urbana/ Segregação Urbana

CAVALCANTI, Helenilda Wanderlei de Vasconcelos; SANTOS, Breno Bittencourt. Processos de configuração identitária com o lugar: a experiência de residentes dos municípios de Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, Pernambuco, Brasil. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, Recife, v. 19, n. 3, p. 475-492, set./dez. 2017. Disponível em:  <http://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/5469/pdf>.

Identidade e lugar são conceitos subjetivos relacionados com os sentimentos intrínsecos a cada indivíduo, cujos significados se vinculam às múltiplas interações entre pessoas e espaços. Utilizando análises descritivas e a construção de um índice estatístico para investigar processos de configuração identitária, associados ao sentimento de pertencimento aos municípios de residência, os autores verificaram que fatores como grupo etário, condição de migração e tempo de residência no município apresentam influência no sentimento de pertencimento dos indivíduos aos lugares em que vivem.

USO DO SOLO

Operações Urbanas/ Operações Interligadas/ Solo Criado

BROUDEHOUX, Anne-Marie; MONTEIRO, João Carlos Carvalhaes dos Santos. Reinventing Rio de Janeiro’s old port: territorial stigmatization, symbolic re-signification, and planned repopulation in Porto Maravilha. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, Recife, v. 19, n. 3, p. 493-512, set./dez. 2017. Disponível  em:  <http://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/5500/pdf>.

A antiga zona portuária do Rio de Janeiro vem passando por transformações que atendem às expectativas de lucratividade de investidores do setor imobiliário. No entanto, a efetivação dessa revalorização fundiária passa por uma revalorização simbólica da área. Um dos objetivos do projeto Porto Maravilha é inverter as percepções existentes sobre a zona portuária, afastando as representações existentes – um espaço abandonado, decadente, perigoso – para transformá-la em uma vitrine e porta de entrada da cidade. A partir da mobilização de três conceitos – estigmatização territorial, ressignificação simbólica e repovoamento planejado –, busca-se compreender a ação dos promotores do projeto e discutir as maneiras pelas quais a população local constrói suas resistências frente à invisibilização, ao silenciamento e ao apagamento simbólico dos quais são vítimas. Demonstramos que, no âmbito do projeto Porto Maravilha, a cultura é operacionalizada para a especulação imobiliária e para a transformação do perfil social da área, mas também funciona como uma ferramenta de resistência.